Carpe Diem…. Memento Mori

12/07/2008

Do fundo do baú

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 22:39

 Estava organizando algumas coisas e encontrei este poema, me fez lembrar tanta coisa. Eu fiz este poema numa aula de literatura ainda no ensino médio, em 2003. Como passou rápido…

Canção do Exílio

 
Minha Terra tem palmeira 
Onde sombra não há
E o sabiá 
Já não por cá
 
Eu era da Terra 
Das várzeas que tinham flores
Com vidas que tinham amores
Hoje estou prisioneiro na Esfera
Que os bosques são sem vida
E cada um tem uma ferida
 
No meu céu tem avião
Nossas aves não gorjeiam
Nossas vidas só tem uma canção
Na cela que nos prenderam
 
Estou no exílio entre os azuis
Sem desfrutar dos primores
Da Terra que já foi de Santa Cruz
 
No meu esconderijo, em cismar
Olho as estrelas e a Deus emploro
Que na Terra da palmeira volte a estar
As vidas com amores
E o canto da sabiá
 
Em cismar sozinho à noite
Debaixo do manto
A canção do exílio, eu canto.
 
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2/06/2008

A 1ª vez de um poema.

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 02:34

Título deste pagina explica muita coisa… Estes poemas são diferentes de tudo que já escrevi, para vocês talvez seja como os outros, mas pra mim tem significado especial porque eles marcam um tempo. Um momento desses que você é capaz de lembrar aos 90 anos ao contar alguma história para os netos.
Há muito tempo atrás pensei: um blog dedicado à poesia, um blog dedicado toda e qualquer poesia. Eu sempre gostei de escrever, e não para que os outros pudessem ler e fazer mil interpretações sobre cada verso. O verso meu, e falo isso de forma bem egoísta mesmo, não faço questão que as pessoas se identifiquem com o que escrevo, mas admito que fico feliz quando acontece porque percebo que não estou sozinha, num é só comigo que acontece… Aí com o tempo ele se tornou mais do que isso, começou a fazer parte da minha vida porque cada poema tem uma história, uma razão de existir.
Quem sabe um dia eu publique os poemas… Será que vou ter coragem? Será que alguem se interessa em publicar? rs Eu sempre coloco um título nos poemas, mas esta é a primeira vez que num consegui… Tudo está diferente. Bom, nos livro de poesia que já li sempre encontro alguns com dedicatória, normalmente pseudônimos. Estes poemas aqui também vão ter decicatória, e também vou utilizar o recurso do pseudônimo, ou não propriamente isso.
 


Para um caiçara fluminense
Eu tenho seu nome agora
Eu tenho algumas frases feitas
Eu tenho alguns sorrisos
E sei onde você mora
E ainda tenho seu telefone
É eu tenho… Mas e essa demora?
 
Tinha pequenas promessas
Tinha você a qualquer hora
Tinha roupas e palavras certas
E agora? Tenho essa demora…
 
Eu tinha o feitiço perfeito
Eu era a troiana
E você? Ah, era um grego qualquer.
Meu encanto é imperfeito
E agora? 
Sou uma tropicana
E você um caiçara.



Para um monstro de uma floresta urbana
Te amo
E daí?
Não sei como, nem onde, nem quando
Pois é… eu ando por aí
Eu te procuro, e ninguém
sabe, mas faço isso muito bem
Porém
Você se esconde… E eu continuo…
Amo quando ninguém mais te ama
Sou tão idiota…
Mais ainda sou uma dama…
Eu espero a dança
Você sabe dançar?
Espero-te aqui
Num tango, uma valsa… um par
Amo-te, te amo, amo…
E não peço o fim.
Já te falei que sei cantar?
Te amo assim
Sem querer
Sem enlouquecer
Sem querer morrer
Porque sou mulher
Ah, esqueci
Você ainda num sabe…
Te amo
(e isso não é um pedido)

 

22/03/2008

Momento dos Sonetos….

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 06:28

O soneto foi criado no século XIII na Sicília , onde era cantado na corde de Frederico II. Mais tarde foi aperfeiçoado por Petrarca, em escritor e humanista italiano que aperfeiçoou a estrutura poética criada na Sicília e dfifundiu me todo europa. 

Um soneto é uma obra curta criada para transmitir uma mensagem em seus catorze versos, divididos em dois quartetos e dois tercetos. O soneto possui uma estrutura lógica com uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, constituída pelo último terceto. Bom,  de acordo com o que eu li a último terceto tem  o nome de "chave-de-ouro", porque se constitui como decodificadora do significado global do poema.

 SONETO DE AMOR

Quem é este tal que falam tanto?
Mal e bem falam, um sentimento
Muitos idolatram num momento
Outros, num canto rolam seu pranto

As bocas confessam seu encanto
Corações desfrutam esse talento
O tal, presenteia sofrimento
Mesmo assim dizem, tu és Santo

Se és sentimento, não se sente
És palavra sem classificação
A moeda da vida sem valor

Quem é? Que vive em minha mente
E tornou motivo minha canção
Não sentimento, tu és o amor.

Acho que este  foi o primeiro soneto que fiz na vida, na verdade não fiz muitos rsrs…mas gosto de impor a este desafio às vezes. Me prender a  um conjunto de regras e trabalhar três, quatro dias  até que todas as palavras tenham seu lugar, até que minha forma e a forma do poema se completem…


Soneto   
 
Amor, tornou-se triste meu viver
Foste embora, garrafa no mar 
Uma estrela sumiu do meu olhar
E palavras ficaram por dizer    
 
Cicatriz, ah pobre do meu ser!
Um Cheiro de solidão vem no ar
Insana, louca, o que vão pensar? 
Cura? Não ver, não querer, não sofrer    
 
Agora, meu bel-prazer é sorrir
Tornar simples a felicidade
Nas Garrafas, a mensagem vão ouvir    
 
Um dia encontrarás a verdade
Não valorizaste o meu sentir
Não ganharás em outra idade…



Este é antigo… mas, está repaginado rs

SONETO DE CONTRADIÇÃO 
 
O começo? Muito bem eu não sei
Não via o que hoje eu vejo
Lembrar de você, quase num trovejo
Hoje amo quem um dia odiei 
 
Hoje amo como nunca amei 
Querendo verdade meu desejo
Como castigo, quero seu beijo
Queria eu mudar o que falei 
 
Ah o fim! Queria eu desvendar
Não quero fugir entre poesias 
Desse sentimento que contradiz 
 
Esse amor por categorias
Não me fez dizer o que quis
Mesmo assim, um dia fui feliz      

21/03/2008

Pra você…

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 22:52

Não é que eu não saiba viver sem você, é só que eu não quero nem tentar…

Não é que não saiba rir de outras piadas, é que sempre quis ouvir as suas

Não é que eu não saiba cantar para multidões, é que sempre quis cantar só pra você

Não é que eu não saiba escrever coisas que o mundo queira ler, mas é que todas as minhas palavras acabam sendo pra você

Não é que eu não seja capaz de amar outras pessoas, mas o que mais gosto de fazer é Amar Você.

Sem mais palavras…

8/03/2008

Gente que pensa!

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 03:16

Para refletir…..



Andei por esta terra durante trinta anos e, por gratidão, quero deixar alguma lembrança.

(Vincente Van Gogh)



29/02/2008

Apenas composições poéticas de pequena extensão?

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 02:17

Meus caros leitores, neste blog eu compartilho com vocês toda minha obra poética (ahahaha "se achando"). Como dizia o poeta Octavio Paz "O poema é feito de palavras necessárias e insubstituíveis". Poesia num é apenas escrever palavras bonitas com a intenção de tocar a alma humana ou apenas exprimir sentimentos utilizando palavras ritmadas. Escrever é uma necessidade, é a arte de se expressar e fazer com que todos te ouçam, é um mal necessário a cada poeta…  

Ah eu amo…
 
Ah, meu Deus como amo
Amo no despertar da luz, 
Amo nas estrelas
Ah, meu Deus será engano?
 
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18/01/2008

Organizando a vida, o que fica no passado e o que vai estar no futuro.

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 21:44

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