Carpe Diem…. Memento Mori

29/02/2008

Apenas composições poéticas de pequena extensão?

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 02:17

Meus caros leitores, neste blog eu compartilho com vocês toda minha obra poética (ahahaha "se achando"). Como dizia o poeta Octavio Paz "O poema é feito de palavras necessárias e insubstituíveis". Poesia num é apenas escrever palavras bonitas com a intenção de tocar a alma humana ou apenas exprimir sentimentos utilizando palavras ritmadas. Escrever é uma necessidade, é a arte de se expressar e fazer com que todos te ouçam, é um mal necessário a cada poeta…  

Ah eu amo…
 
Ah, meu Deus como amo
Amo no despertar da luz, 
Amo nas estrelas
Ah, meu Deus será engano?
 
 
Ah, meu Deus é paixão.
Uma loucura inconsciente
Um, medo, uma ilusão…
Já não sou eu, a inocente
 
Ah meu Deus
A escrava, a mulher, a menina
Deste sentimento fugaz
Sem maldade
Sem idade
Só a vontade persiste…
 
 
Ah meu Deus, tenha perdão 
Desta insana
Desta menina
Desta mulher
Que ama

Eu já li e reli esse poema varias vezes…. e toda vez que leio eu acho que falta alguma coisa nele, é como se tivesse alguma palavra necessária que esqueci de dizer. E eu gosto desta sensação de sentir que "não está completo", de pensar "falta alguma coisa". Nessas horas eu lembro o que eu li uma vez sobre Carlos Drummond de Andrade  "Minha poesia é cheia de imperfeições",  é assim que me sinto: uma imperfeita, mas que adora fazer o que faz. Não sei se vocês irão entender ou simplesmente me achar ”a louca" rsrs…, mas escrever é me descobrir…só nesses momentos de "inspiração ou desabafo" é que eu consigo ficar mais próxima de mim mesma, me entender melhor. É assim que eu descubro quem sou, e mostro para vocês quem é Aline Bandeira. 


Deserto
 
Eu me vejo próxima ao nunca 
Estou andando em caminhos perdidos 
Eu vejo um oceano
escuto risadas e provo lágrimas 
Normal em meio a enlouquecidos  
 
 Todos são figurantes 
Há marcas nas velhas páginas 
Tudo que se foi, já não estava antes   
 
Me sinto próxima a um deserto 
Sinto o vento… perco a direção 
Não escuto, não vejo
Estou no caminho errado  
Sabendo o certo 
Eu espero, eu desejo 
Encontrar alguém por perto  
 
 Sinto o vento… perco a razão 
Quase morro a cada noite 
Surgem imagens congeladas 
Entre o céu e o chão 
Nada é real nessa escuridão 
Tem uma menina assustada
No meio de um oceano…
 
(OBS: A disposição do texto tem relação com o poema) 


 

6 Responses to “Apenas composições poéticas de pequena extensão?”

  1. Carol Says:

    Feliz daquele que se encontra qualquer seja a forma. Encontranos com nós mesmos… esse é o mais difícil e sofrível. E é bem provável que haja prazer no sofrer. Ai, ai! Hoje eu não estou falando nada com nada… Melhor assim! Amanhã eu já estou normal e tudo vai estar um tédio novamente.

  2. thaisk Says:

    voce que escreveu essa poesia ? eu adoro escrever: D até mais.

  3. deb Says:

    que lindoooo!!! adoreiiii msmmm poucas palavras dizem tudo qnd são as palavras certas ;) Bjooo aline!!

  4. deb Says:

    aline, é lindíssimo o q vc escreve vc escreve muitoo bem…mtt msm….vc vai longe minina ;) Bjoooo agora que o site abriu direito pude ler tudo direitinho hahaahha

  5. juliana Says:

    Amiga, Seu blog ta lindo!! Mas seu convencimento ta em alta rsrrsrsrs Sacanagem!! sinta-se uma poetiza diariamente, pois é necessário!! bjus ju….

  6. Karen Manno Says:

    É, nao adianta jogar pra Deus nao… tem respostas q devem continuar morando nas perguntas!

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