Carpe Diem…. Memento Mori

2/06/2008

A 1ª vez de um poema.

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 02:34

Título deste pagina explica muita coisa… Estes poemas são diferentes de tudo que já escrevi, para vocês talvez seja como os outros, mas pra mim tem significado especial porque eles marcam um tempo. Um momento desses que você é capaz de lembrar aos 90 anos ao contar alguma história para os netos.
Há muito tempo atrás pensei: um blog dedicado à poesia, um blog dedicado toda e qualquer poesia. Eu sempre gostei de escrever, e não para que os outros pudessem ler e fazer mil interpretações sobre cada verso. O verso meu, e falo isso de forma bem egoísta mesmo, não faço questão que as pessoas se identifiquem com o que escrevo, mas admito que fico feliz quando acontece porque percebo que não estou sozinha, num é só comigo que acontece… Aí com o tempo ele se tornou mais do que isso, começou a fazer parte da minha vida porque cada poema tem uma história, uma razão de existir.
Quem sabe um dia eu publique os poemas… Será que vou ter coragem? Será que alguem se interessa em publicar? rs Eu sempre coloco um título nos poemas, mas esta é a primeira vez que num consegui… Tudo está diferente. Bom, nos livro de poesia que já li sempre encontro alguns com dedicatória, normalmente pseudônimos. Estes poemas aqui também vão ter decicatória, e também vou utilizar o recurso do pseudônimo, ou não propriamente isso.
 


Para um caiçara fluminense
Eu tenho seu nome agora
Eu tenho algumas frases feitas
Eu tenho alguns sorrisos
E sei onde você mora
E ainda tenho seu telefone
É eu tenho… Mas e essa demora?
 
Tinha pequenas promessas
Tinha você a qualquer hora
Tinha roupas e palavras certas
E agora? Tenho essa demora…
 
Eu tinha o feitiço perfeito
Eu era a troiana
E você? Ah, era um grego qualquer.
Meu encanto é imperfeito
E agora? 
Sou uma tropicana
E você um caiçara.



Para um monstro de uma floresta urbana
Te amo
E daí?
Não sei como, nem onde, nem quando
Pois é… eu ando por aí
Eu te procuro, e ninguém
sabe, mas faço isso muito bem
Porém
Você se esconde… E eu continuo…
Amo quando ninguém mais te ama
Sou tão idiota…
Mais ainda sou uma dama…
Eu espero a dança
Você sabe dançar?
Espero-te aqui
Num tango, uma valsa… um par
Amo-te, te amo, amo…
E não peço o fim.
Já te falei que sei cantar?
Te amo assim
Sem querer
Sem enlouquecer
Sem querer morrer
Porque sou mulher
Ah, esqueci
Você ainda num sabe…
Te amo
(e isso não é um pedido)