Carpe Diem…. Memento Mori

22/03/2008

Momento dos Sonetos….

Arquivado em: Sem Categoria — Aline Bandeira @ 06:11

O soneto foi criado no século XIII na Sicília , onde era cantado na corde de Frederico II. Mais tarde foi aperfeiçoado por Petrarca, em escritor e humanista italiano que aperfeiçoou a estrutura poética criada na Sicília e dfifundiu me todo europa. 

Um soneto é uma obra curta criada para transmitir uma mensagem em seus catorze versos, divididos em dois quartetos e dois tercetos. O soneto possui uma estrutura lógica com uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, constituída pelo último terceto. Bom,  de acordo com o que eu li a último terceto tem  o nome de "chave-de-ouro", porque se constitui como decodificadora do significado global do poema.

 SONETO DE AMOR

Quem é este tal que falam tanto?
Mal e bem falam, um sentimento
Muitos idolatram num momento
Outros, num canto rolam seu pranto

As bocas confessam seu encanto
Corações desfrutam esse talento
O tal, presenteia sofrimento
Mesmo assim dizem, tu és Santo

Se és sentimento, não se sente
És palavra sem classificação
A moeda da vida sem valor

Quem é? Que vive em minha mente
E tornou motivo minha canção
Não sentimento, tu és o amor.

Acho que este  foi o primeiro soneto que fiz na vida, na verdade não fiz muitos rsrs…mas gosto de impor a este desafio às vezes. Me prender a  um conjunto de regras e trabalhar três, quatro dias  até que todas as palavras tenham seu lugar, até que minha forma e a forma do poema se completem…


Soneto   
 
Amor, tornou-se triste meu viver
Foste embora, garrafa no mar 
Uma estrela sumiu do meu olhar
E palavras ficaram por dizer    
 
Cicatriz, ah pobre do meu ser!
Um Cheiro de solidão vem no ar
Insana, louca, o que vão pensar? 
Cura? Não ver, não querer, não sofrer    
 
Agora, meu bel-prazer é sorrir
Tornar simples a felicidade
Nas Garrafas, a mensagem vão ouvir    
 
Um dia encontrarás a verdade
Não valorizaste o meu sentir
Não ganharás em outra idade…


Este é recente…


Soneto de uma Vida


Felicidade quando puder ter
Tristeza no cantinho do olhar
Chorar, para uma dor não sufocar
Sorrisos para quem merecer ver

Amigos, as mãos para esconder
Amores deixados soltos no ar
Ilusões são muitas para contar
Para um monte de ninguém saber…

Loucuras foram renovação
Verdades secretas de uma vida
Raros momentos de libertação…

Sonhos, esperanças, segredos
Estão na menina escondida,
Afogada nos próprios medos

Este é antigo… mas, está repaginado rs

SONETO DE CONTRADIÇÃO 
 
O começo? Muito bem eu não sei
Não via o que hoje eu vejo
Lembrar de você, quase num trovejo
Hoje amo quem um dia odiei 
 
Hoje amo como nunca amei 
Querendo verdade meu desejo
Como castigo, quero seu beijo
Queria eu mudar o que falei 
 
Ah o fim! Queria eu desvendar
Não quero fugir entre poesias 
Desse sentimento que contradiz 
 
Esse amor por categorias
Não me fez dizer o que quis
Mesmo assim, um dia fui feliz      

Na verdade eu nem sei se aprendia escrever sonetos direito, mas eu continuo tentando rsrs… 

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